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Worlds Resumido: Semifinal — DK vs T1

A primeira semifinal do Worlds colocou dois gigantes da LCK frente a frente por uma vaga na grande final: T1, a organização mais condecorada da história do League, contra a Damwon Kia, disposta a roubar esse posto à força.

RileaPublicado 31 de outubro de 2021

Worlds Resumido — DK vs T1

A primeira semifinal do Worlds colocou dois gigantes da LCK frente a frente por uma vaga na grande final: T1, a organização mais condecorada da história do League, contra a Damwon Kia, disposta a roubar esse posto à força.

DK abre o placar, mas T1 empata no game 2

As duas equipes foram de comp 1-3-1 no game 1: DK trancou Lucian no top e LeBlanc no mid, enquanto a T1 respondeu com Jayce no top e o Ryze assinatura do Faker. De quebra, a DK surpreendeu com um Maokai de suporte pra montar uma cadeia de CC letal junto com o Jhin do Ghost:

O early game foi equilibrado pra caramba, com DK e T1 trocando golpe por golpe pelo mapa:

A DK foi roubando vantagem aos poucos com rotações afiadíssimas: dois Rift Heralds, drakes e as três torres externas em menos de 20 minutos. Com o mapa abrindo, a pick comp deles ficou cada vez mais ameaçadora, e as armadilhas do Jhin somadas às mudinhas do Maokai deram controle total dos arbustos e da fog of war. Aí o ShowMaker puxou um pick crucial de LeBlanc e entregou o Baron pra DK aos 24 minutos:

Com o buff do Baron turbinando os minions, a DK empurrou as waves, derrubou os inhibs e fechou o Nexus depois de pulverizar a T1 na base deles. As picks picantes seguiram no game 2: Canna trancou Yasuo no top com Lee Sin e Rakan pra somar mais knock ups, enquanto Faker escolheu Lissandra como counter-pick contra a LeBlanc do ShowMaker:

O early do game 2 seguiu o mesmo roteiro, sem nenhuma das equipes conseguir abrir vantagem relevante:

O mid game foi aquele xadrez frio e metódico que é marca registrada da LCK: as duas equipes se rodeando e lendo o mapa com muita inteligência. Uma team fight explosiva foi cozinhando em fogo baixo até estourar em volta do Ocean Drake:

Um flank de teleport genial do Faker deu à T1 um ace e o controle do jogo. Aí veio aquela dança interminável no Baron, com ninguém se comprometendo enquanto o time inimigo rondava. Até que a DK puxou o gatilho e tentou roubar o Baron:

Com o Baron buff, a T1 fechou o jogo, empatou a série em 1-1 e entregou à DK a primeira derrota do torneio.

Zilean de suporte entra em cena

As picks ousadas de suporte continuaram no game 3: Keria trancou Zilean pela primeira vez no torneio, e o Beryl voltou ao bom e velho Maokai:

O Zilean foi uma escolha esperta: acelerava o Jhin (que já tem move speed no kit), o Kennen e o Xin Zhao — que iam pra cima do inimigo — e ainda ressuscitava um aliado focado pelo burst de Lucian, Jarvan IV, Syndra ou Miss Fortune. Só que a comp da T1 era toda de scaling e sofreu no early, entregando umas kills, a primeira torre e o primeiro Rift Herald pra DK:

A T1 estabilizou o jogo antes que fugisse do controle e achou uma team fight brilhante no mid game a partir de um engage inesperado do Zilean do Keria:

A vitória na team fight virou Baron e controle absoluto do jogo — a comp de scaling da T1 finalmente entrou em operação. Com toda a segurança e mobilidade do Zilean, a T1 pôde jogar na agressividade sem freio pra arrombar a base da DK:

A T1 pegou outro Baron e o usou pra destruir o Nexus, chegando ao match point contra os atuais campeões mundiais. No game 4, o ShowMaker garantiu sua LeBlanc assinatura e simplesmente desmontou a T1: 30 minutos de atropelo, 25 stacks de Mejai e um placar de 11/0/3:

Game 5 tenso demais

Com o Silver Scrapes anunciando o quinto jogo da série, as duas equipes correram pra zona de conforto, escolhendo campeões que dominam de olho fechado:

Gumayusi trancou Aphelios depois de fazer 15-2 com o campeão ao longo do ano e mais uma vez o emparceirou com o Zilean do Keria, enquanto o ShowMaker garantiu sua Zoe assinatura. A comp da T1 foi feita pra team fight com Azir e Kennen, enquanto a DK apostava em pick e poke com Talon, Zoe e Ziggs. O early foi cerrado de novo: a DK levou a primeira torre e os dois primeiros drakes no bot, enquanto a T1 focou no topo pra garantir dois Rift Heralds. Com o ouro completamente empatado, a primeira team fight estourou aos 23 minutos:

A T1 jogou muito bem em cima da denial de visão, mas o ShowMaker e o Ghost salvaram a fight com precisão cirúrgica e impediram que a T1 pegasse o Baron. Quando a DK garantiu o terceiro Mountain Drake e um Soul Point antecipado, a T1 se viu obrigada a escolher: Baron ou Mountain Soul?

Aquela mistura de paciência, frieza e intuição do Canyon deixou claro por que muitos o consideram o melhor jungler do mundo: negou o Baron sorrateiro da T1 e assegurou a Mountain Soul pra DK. Com o jogo, a série e a vida no torneio escorrendo pelos dedos, a T1 foi obrigada a correr pro Baron:

A DK só conseguiu derrubar um inhibitor, mas isso reforçou o controle do jogo. Com um Elder Drake nascendo em instantes, a série seria decidida numa team fight em volta do Elder:

Com a vitória decisiva na team fight, a DK derrubou a T1 e avançou à final do Worlds pelo segundo ano consecutivo.

Resumo da ópera

Série absurda de boa. A T1 vinha evoluindo nos últimos meses e conseguiu furar o bloqueio contra a DK depois de sofrer na temporada regular da LCK. Mas o dia era da DK, que mostrou uma determinação indomável pra virar de 2-1 e um LoL impecável. Falta vencer mais um time antes do bicampeonato, mas a sensação é de que eles já esmagaram o único time capaz de ameaçar o trono deles.

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