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Semifinal do MSI: T1 x G2, a rivalidade que não morre

RileaPublicado 28 de maio de 2022

Se a RNG atropelar a EG com um 3-0 era aposta fácil (e foi), a série de hoje entre T1 e G2 era puro mistério. O T1 só crescia no torneio e fechou o Rumble Stage derrubando a própria RNG. A G2, por sua vez, abriu a competição com uma sequência de 25 vitórias e wins sobre T1 e RNG. A pergunta era simples: qual G2 apareceria hoje — a imbatível do começo, ou a do slump recente?

T1 atropela no Game 1

O draft já veio picante: Faker trancou a Tristana no mid contra o Galio de caPs. E mesmo com o scaling absurdo da Tristana, o Faker não quis esperar o power spike chegar — ele acelerou o processo punindo uma tower dive fracassada da G2:

O early game foi brigado, com kills dos dois lados pelo mapa todo, mas o T1 estava lendo o jogo muito melhor. Aos 9 minutos, a G2 até puxou uma tower dive no bot com um roam do caPs, mas o T1 respondeu pegando duas torres no mid com a Rift Herald. Placar empatado em 5-5? Tanto faz: aos 15 minutos o T1 já tinha mais de 5k de ouro de vantagem.

Dali em diante foi domínio puro de mapa — 7 torres do T1 até os 20 minutos, contra nenhuma da G2. Quando o Baron spawnou e o T1 negou toda a visão, foi rush e buff na mão para fechar o jogo rapidinho.

Deja vu no Game 2

Os dois times voltaram a se pegar no early, e de novo o T1 saiu na frente no jogo de mapa. Mais placas de torre, mais farm, skirmishes mais limpos — incluindo essa beleza de jogada do Lee Sin do Oner com a Xayah do Gumayusi:

O T1 foi acumulando vantagem aos poucos, mas a G2 se recompôs no mid game e segurou a diferença de ouro em terra administrável. A mecânica deles decidiu vários fights cruciais, como essa predição cirúrgica do BrokenBlade de Sion:

Mas aí o T1 retomou o controle absoluto do jogo — e de novo foi em volta do Baron. Com a G2 toda descendo pro bot buscar o Cloud Drake e garantir o ponto de Soul, o T1 limpou a visão do Baron na hora e partiu para o rush:

O Flash do Keria por cima da parede pra CC chain no caPs foi puroQ génio: leitura fria de uma brecha minúscula, direto no jogador mais fed da G2. Baron buff na mão, base da G2 desmontada, 2-0 na série.

T1 apaga a G2 do mapa

Não tem como enfeitar o Game 3: o T1 encerrou a campanha da G2 de forma brutal. O jogo teve cara dos esports pré-2018, quando o abismo entre Leste e Oeste era tamanho que derrubar um time asiático parecia missão impossível. O T1 sufocou a G2 e farmou ouro num ritmo nojento — com N maiúsculo:

Jogada após jogada, a G2 atirava tudo o que tinha contra o T1 indomável. Nada colou. Os sonhos da G2 — e dos fãs ocidentais — foram sendo esmagados em tempo real:

A G2 detém o recorde de vitória mais rápida numa final de MSI, conquistado contra a Team Liquid em 2019. Neste ano, porém, ela ficou do outro lado da moeda: levou uma derrota-relâmpago com o T1 fechando o jogo em menos de 21 minutos.

Jogada da partida

O Faker mais uma vez provou por que é o maior de todos os tempos, fazendo cabeça com o caPs:

Isso é jogada de solo queue, daquelas que você só vê no Reddit — só que o Faker tem a coragem, a frieza e a visão de jogo pra puxar isso numa semifinal de MSI.

Com essa vitória arrasadora, o T1 carimba vaga em mais uma final internacional contra outro time da LCK. As duas semifinais acabaram em 3-0, então os dois finalistas chegam com pneu cheio — e o público só tem a ganhar quando esses titãs se enfrentarem.

Já a G2 tem muito do que se orgulhar. As expectativas no começo do split não eram lá grandes coisas, e depois de um quarto lugar na temporada regular da LEC, eles chegaram aos playoffs longe de serem favoritos. Mesmo assim, a sequência de 25 vitórias vai ficar na história como uma das maiores que o League já viu.

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